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Homilias em Destaque › 02/08/2016

XVIII Dom do Tempo Comum – Qual riqueza escolhemos?

 

 

Uma parábola simples como todas que é capaz de nos transportar num lugar muito difícil e distante, desconhecido, isto é DENTRO DE NÓS. O povo fazia esta experiência com Jesus e por isso dizia que a palavra dele não era como a dos fariseus e dos escribas. Estes últimos falavam para possuir (poder) e mandar, direcionar.

Jesus não falava para ter poder, nem para mandar. Se Deus fosse alguém que mandasse o que sobraria de nós?? Mas, por nossa sorte, Deus ama. Jesus que nos mostra o amor do Pai, também ama. Quem ama não precisa mandar, e nem quer mandar, quem AMA, simplesmente ilumina, mostra, convida. Por isso que se acolhemos a palavra de Jesus, somos obrigados a olha para dentro de nós, repito um lugar cada vez menos conhecido, cada vez mais abandonado. Nunca a vida pratica foi tão fácil em relação aos séculos passados, temos facilitado muito as coisas, mas também nunca a vida foi tão plana, chata, superficial. Damos na sociedade moderna show de banalidades, de coisas obvias que nada acrescentam, alias acrescentam sim pobreza a nossa comunicação.

Com certeza não são banais as frases de Jesus que abrem e fecham este evangelho:

‘Atenção! Tomai  cuidado contra todo tipo de ganância,
porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas,
a vida de um homem não consiste na abundância de bens.’

‘Louco!
Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida.
E para quem ficará o que tu acumulaste?’

Assim acontece com quem ajunta

tesouros para si mesmo,
mas não é rico diante de Deus.’

 

Dizer isto no nosso tempo dito pós-moderno, dominado pela economia de mercado, é algo que contraria tudo o que hoje se acredita. Neste mundo que nos divide, segundo os teóricos americanos em vencedores e derrotados, onde o vencedor é que faz sucesso, isto é quem se torna rico. Não se admira mais o pobre de Assis, Francisco, mas se Le a vida de Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, antes dos seus fracassos recentes que o levou de passar de um patrimônio de 34 bilhões de dólares em 2012 (8º mais rico do mundo) a um patrimônio de 1 bilhão negativo!! Se Le a vida dele na esperança de aprender a ser como ele.

Jesus então nos convida a olhar para dentro de nós e descobrir em qual riqueza estamos apostando? O que é que torna rica a minha vida? O que é que trona rica a minha humanidade? O que é que torna rica a minha fé? Percebem que Jesus não nos divides em faixa de renda, classe A, B ou C, Jesus nos obriga a ir até o centro de nós e descobrir em quem estou depositando minha confiança. Se deposito a minha confiança no dinheiro fico ganancioso, e Jesus adverte – ilumina – isto não vai te fazer feliz.

Jesus diz algo mais também: acumular é estúpido. O livro do Eclesiastes já havia falado:

Por exemplo: um homem que trabalhou com inteligência,
competência e sucesso, vê-se obrigado a deixar tudo em herança a outro
que em nada colaborou. Também isso é vaidade e grande desgraça.

 

Jesus fala que é coisa de louco. Porque ninguém sabe quanto viverá. Isto é tão atual, porque a gente para amenizar a impressão que somos avarentos, nos justificamos dizendo que é planejamento do futuro. Com 80 anos??? Jesus não tem duvida, ser rico para Deus é algo eterno. Sabemos todos disso. Mas não temos coragem de apostar na riqueza interior que permitiria a todos nós ser instrumento da providencia divina.