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Destaques › 08/06/2015

Papa Franscico: 25 anos sem assistir televisão

 

Uma jovem de Sarajevo perguntou ao Papa, no sábado, se ele realmente não assistia à televisão há mais de 20 anos. A resposta de Francisco é um convite à sobriedade em tempos de relativismo.

“Uma noite, a meados dos anos 90, senti que [a televisão] não me fazia bem, alienava-me, condicionava-me… e decidi deixar de a ver.

Quando queria ver um filme bom, ia ao centro televisivo do arcebispado e via-o lá. Mas só aquele filme… A televisão, ao contrário, alienava-me e impelia-me para fora de mim; não me ajudava. Sem dúvida, sou da Idade da Pedra, sou antigo!
Compreendo que o tempo mudou! Agora vivemos no tempo da imagem. E isto é muito importante. Mas, no tempo da imagem, deve-se fazer como no tempo dos livros: escolher as coisas que me fazem bem! Daqui seguem-se duas coisas.

Primeira: a responsabilidade que têm os centros televisivos de produzir programas que façam bem, que promovam os valores, que construam a sociedade, que nos façam crescer, e não nos degradem; e ainda, produzam programas capazes de nos ajudar para que os valores, os verdadeiros valores, se tornem mais fortes e nos preparem para a vida. Esta é a responsabilidade dos centros televisivos.

Segunda coisa: saber escolher os programas, e esta é uma responsabilidade nossa. Se vejo que um programa não me faz bem, destrói-me os valores, torna-me vulgar, resvalando mesmo na obscenidade, devo mudar de canal. Como se fazia na minha Idade da Pedra: quando um livro era bom, tu lia-lo; quando um livro te fazia mal, jogava-lo fora. Mas há ainda um terceiro ponto: a fantasia nociva, aquela fantasia que mata a alma.

Se tu, que és jovem, vives preso ao computador e te tornas escravo do computador, perdes a liberdade! E, se procuras no computador programas sujos, perdes a dignidade!

Ver a televisão, usar o computador, mas para as coisas belas, as coisas grandes, as coisas que nos fazem crescer. Isto é bom”.

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