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Notícias › 27/02/2011

O MECE e a Eucaristia

A Eucaristia foi dada à Igreja para promover a vida eclesial e torná-la “Santa, sem mancha, sem ruga nem defeito algum”. (Ef 5, 27).

Viver a Eucaristia significa viver a caridade nas suas duas dimensões inseparáveis: para com Deus e para com os irmãos, até atingir a unidade.

A prova da verdade e da autenticidade do encontro com Cristo na eucaristia reside, conseqüentemente, no fato de saber viver a relação com Cristo presente no irmão, especialmente no pobre. Jesus, de fato, fez com que os homens, e de um modo particular aqueles que sofrem, recebessem concretamente aquele amor que pede para si mesmo. É sobre ele que seremos julgados no último dia. “No entardecer da vida seremos julgados com base na caridade” (São João da Cruz).

A Eucaristia, este dom concedido à Igreja, deve ser guardada com dignidade e distribuída com zelo; e tudo o que se refere à sua conservação ou à ação de ministrá-la, deve ser orientado por aqueles que na Igreja têm o encargo de pastor.

O Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística (MECE) nasceu na Igreja e para a Igreja e deve viver uma intensa piedade eucarística. Antes de mais, deve cultivar uma participação autêntica na celebração da missa, a partir da qual procura fazer próprios os sentimentos de Cristo: a sua ação de graças, a sua entrega ao Pai pelos nossos pecados e a sua súplica para que o reino de Deus se concretize na terra. A recomendação dirigida por São Paulo aos Filipenses adquire uma importância vital para a missa: “Tenhais em vós próprios os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (2, 5).

A atenção da fé, em prol duma união de caridade mais forte com Cristo, deve focar-se, sobretudo, nos três momentos chave da missa:

Na escuta da Palavra para o crescimento da fé;
Na oferta de Cristo, do seu sacrifício e de nós próprios durante a oração eucarística;
Na comunhão com Cristo, como participação plena no sacrifício e comunhão com todos os irmãos em Cristo.

A piedade que leva o ministro a prostrar-se em oração junto ao altar faz com que participe mais profundamente no mistério pascal e responda com gratidão ao dom daquele que, com a sua humanidade, infunde incessantemente a vida divina nos membros do seu corpo. Permanecendo perto de Cristo Senhor, o ministro se beneficia com aquela íntima familiaridade, e, ao mesmo tempo, abre o coração para seu próprio bem e de todos aqueles a quem leva a eucaristia; recebe a vontade de se doar por amor ao Pai e aos irmãos, tal como fez Cristo Jesus no seu mistério pascal; reza pela paz e pela salvação do mundo (cf. SDPLV).

Fonte: <http://www.santaeulalia.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=125&Itemid=54> e <http://www.mescedf.org.br/diretrizes.html>

Colaborou: Armando Luiz Bruschi