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Homilias em Destaque › 24/09/2013

Não podeis servir a Deus e a o dinheiro

 

Este domingo nos traz um evangelho que é difícil de entender, principalmente se pegamos o caminho errado. Começamos pelo fim: “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. No seu discurso sobre os bens matérias, especialmente o dinheiro que de certa maneira simboliza muitos desejos: riqueza, poder, status, Jesus entra num campo que interpreta isso como idolatria. O dinheiro não seria um problema se não fosse um ídolo. Papa Francisco neste domingo, na minha cidade de Cagliari, se referindo a situação de crise da Europa, e no caso da falta de trabalho na Itália, disse: “ é a consequência de uma escolha mundial, de um sistema econômico que leva a esta tragédia; um sistema econômico que tem no centro um ídolo, que se chama dinheiro.”

Para Jesus e hoje para papa Francisco fica claro que esta idolatria é causa de muitos males no mundo. Seria bem interessante avaliar nossa relação com o dinheiro. Com certeza ele é importante porque não acontece mais nada sem ele. Mesmo na comunidade falamos sempre da Partilha para poder sustentar a evangelização, os trabalhos pastorais e tanto bem que acontece em favor de todos. Da mesma maneira uma família é sempre chamada a muitos desafios que envolvem bastante dinheiro: alimentação, habitação, saúde, educação,  e tantas outras coisas que são necessárias. Mas neste caso acontece, ao meu ver, o uso certo do dinheiro a favor da vida e de nossas necessidades. Não é um segredo que os consumos das famílias brasileiras estão levantando a economia do pais. Mesmo sem cair no consumismo, as compras de milhões de famílias geram produção, e isso gera trabalho, melhora a vida de todos. Claro que neste processo necessário para a economia de um pais existe sempre uma pequena parte de pessoas que enriquecem muito, acumulando riquezas sempre maiores. Mas não é o caso das famílias normais com as nossas. Nas pessoas comum a “idolatria do dinheiro” se esconde em tantas pequenas atitudes: famílias que se destroem porque não sabem repartir uma herança, amizades que terminam por causa disso, a incapacidade de pensar em quem está em situação difícil achando que nunca temos nada para ajudar os outros, são atitudes que refletem a dificuldade do ser humano na relação com o dinheiro. Por isso que precisamos todos nos avaliar para manter uma relação serena com isso. A avareza é uma expressão de quem serve o dinheiro.

No evangelho de hoje corre em paralelo e escondida uma comparação entre a vida e as riquezas. Na parábola do administrador desonesto que roubava seu patrão, não existe a aprovação do roubo e da esperteza. O patrão desta parábola é Deus, o administrador somos nós, os bens envolvidos óleo e trigo, são sinais da vida humana. Jesus nos mostra que assim como com o dinheiro muitos consideram a vida como algo que não tem nada a ver com Deus. Assim “administram” sua vida como se fossem “desonestos”. O administrador que se vê flagrado tenta se fazer amigos para se recebidos em suas casas quando será despedido. Na explicação Jesus elogia esta atitude do administrador que se preocupou do seu futuro. Está assim simbolizando a vida eterna, tanto que diz: “fazei amigos com as riquezas desonestas porque vos receberão na demoras eternas”. Isto é, usai a vida e seus bens para fazer o bem aos outros.