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Homilias em Destaque › 08/04/2013

Homilia IIº dom de Páscoa – Cristo Vive em nós

 

A Igreja nos da bastante tempo para que entendamos a verdade da Ressurreição. Teoricamente afirmar que Jesus ressuscitou fica até fácil, sabemos disso desde crianças e nos acostumamos a chamar o Cristo de ressuscitado.

Mas a questão é viver a ressurreição, fazer com que a força do Senhor ressuscitado renove nossa vida. Se o sepulcro está vazio é porque Cristo vive!

A nossa fé é no Cristo vivo. Se Cristo vive em nós, seremos transformados e enviados:

“Como o Pai me enviou, eu também vos envio”.

Este é o grande desafio do Cristão: deixar viver Cristo em nós. Assim ele nos impulsiona, ele nos da a força. O nosso pensar e o nosso agir, a nossa visão do mundo tem um olhar novo, o olhar de Deus. SE Cristo vive em mim, ele não fica parado. Ele me usa como sei instrumento para evangelizar o mundo. São Paulo chegou a dizer “não sou mais eu que vivo, ma Cristo vive em mim”.

Que maravilha, o amor de Cristo, sua bondade e ternura, podem viver em nós.

Isso significa acolher o ressuscitado na nossa vida.

A pergunta mais importante deste domingo é saber se Cristo está vivo dentro de mim.

Quantas coisas já morreram dentro de mim. Talvez a minha própria fé está como morta. Os meus sonhos de um mundo mais justo e fraterno, podem ter morrido também. Precisamos ressuscitar com Cristo!! Nossa pessoa não pode ser o sepulcro de Cristo…, mas a manifestação do Senhor ressuscitado.

Neste segundo domingo da Páscoa celebramos a misericórdia de Deus. Celebrar a misericórdia do Pai é também aprender a ser misericordiosos. Mas muitos já não querem mais saber de perdão. Quando se trata disso, das nossas inimizades, não queremos pensar como Cristo, mas aplicamos o pensamento do mundo: guardamos rancores, magoas, ressentimentos; praticamos vingança o tempo todo. Tudo isso é o homem velho que não quer sair do sepulcro. Somos nós que fabricamos a morte da nossa alma; assinamos um contrato com a tristeza, conseqüência do coração de pedra, do coração que não quer mais acreditar no amor, na força do perdão.

Desta maneira Cristo não vive em nós. Cristo morreu dentro de nós. O amor continua crucificado.

Mas se me abrir ao perdão, se procurar este caminho, encontro a vida verdadeira: Cristo vive em mim e tudo tem outro sabor. Encontro uma alegria e uma plenitude de vida que nunca encontrei antes. Cristo para viver em nós precisa do nosso sim.

Isso é viver a ressurreição.