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Homilias em Destaque › 08/01/2014

Homilia de 05 janeiro 2014 -Uma luz que nos conduz

 

Na Epifania vivemos uma Festa que encerra o tempo de Natal, uma festa bonita, rica em tradições, onde o Menino é visitado e adorado por três Reis Magos, que na realidade eram pessoas de fé que procuravam um salvador  e tinham o conhecimento das estrelas e por isso queriam conhecer o Rei dos Judeus. Eles atribuíram a Jesus uma natureza divina como mostram os presentes:

Ouro (O REI) – Incenso (DEUS) e enfim a Mirra que prefigura o destino deste salvador com o crucificado. A mirra era usada nas sepulturas e por isso prefigura que este Deus, Rei dos Judeus, deverá sofrer até a morte.

Mateus é o único evangelista que escreveu este fato.

Nele identificamos duas coisas importantes:

 

– os Magos estavam a caminho procurando

– seguiram um sinal, uma estrela

 

Estar a caminho e procurar. Não tem como viver a fé se não “caminhamos” e se não “procuramos”. Caminhar na fé significa seguir Jesus. Neste seguimento e Senhor me revela sempre algo mais e me transforma: o que não achava necessário para minha vida espiritual ontem, hoje posso achar essencial. Não caminhamos quando ficamos parados e a gente percebe que a nossa fé vai diminuindo, pode até sumir como acontece a muitos. Um cristão nunca cansa de procurar a verdade e uma vida mais digna e mais feliz.

 

Seguir um sinal. Significa que Deus envia sinais para nossa vida e que precisamos aprender a ler estes sinais. Sinal pode ser uma celebração, uma musica, uma oração, um livro, a conversa com alguém, um acontecimento…. quantas coisas podem ser um sinal. Precisa que o nosso coração esteja sempre aberto a este carinho de Deus.

 

Madre Teresa viajava para Calcutá na Índia, era uma freira da Ordem de Loreto e foi destinada a dar aula de geografia num colégio em Darjeeling, aos pés do Himalaia  onde ficou de de 1928 ate 1946.   Nas suas viagens de trem e andando pelas ruas viu que a pobreza era imensa e a maioria da população vivia em favelas, na miséria mais completa. Viu também que havia pessoas abandonadas nas ruas que se deixavam morres aos poucos. Desde 1946 pediu para o Bispo que pudesse sair da congregação para servir os mais pobres. Teve que esperar até 1948  quando deixa sua ordem religiosa (com 38 anos), para começar uma congregação de freiras da Índia e servir “os pobres entre os pobres”. Começou dando aula na rua para crianças pobres, usando como quadro negro o chão e como giz um raminho. Nos anos a seguir fundou uma casa para leprosos, uma para moribundos e uma para velhos e crianças abandonadas.

Assim aconteceu com tantas pessoas na comunidade, mesmo que não alcançaram a grandeza de Madre Tereza, transformaram sua vida a luz de Deus e seu chamado.

 

Um exemplo de como chegam os sinais de Deus que podem transformar nossa vida. Assim como fizeram os Reis Magos, quando encontraram a estrela que os conduziu até Jesus.