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Destaques › 08/03/2012

Deus fala através do silêncio da oração, diz o Papa na audiência geral

 

 Sob um bonito sol romano e um forte canto dos fiéis italianos, pela primeira vez, depois dos meses de inverno, a audiência geral desta manhã aconteceu na Praça São Pedro na presença de 10 mil pessoas de diversos países do mundo.

Bento XVI no ciclo das catequeses sobre a oração de Jesus, concentrou-se hoje de manhã no tema do silêncio na oração. “A cruz de Cristo – observou – não mostra somente o silêncio de Jesus como sua última palavra ao Pai, mas revela também que Deus fala através do silêncio”.

“A dinâmica feita de palavra e silêncio, que caracteriza a oração de Jesus, manifesta-se também na nossa vida de oração em duas direções. Por um lado, nos ensina que a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exigem o silêncio interior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento, por outro lado, há também o silêncio de Deus na nossa oração, que muitas vezes gera a sensção de abandono”, disse o Papa na catequese dedicada ao tema do silêncio – importante aspecto da oração de Jesus na relação com Deus.

Na experiência de Jesus na cruz encontra-se o modelo do homem na situação que “reza e do auge da oração: depois de ter escutado e reconhecido a Palavra de Deus, temos que nos regular também com o silêncio de Deus, expressão importante da mesma Palavra divina”.

A oração silenciosa de Jesus é exemplo para nós de como acolher a Palavra de Deus. “É necessário o silêncio interior e exterior para que tal palavra possa ser escutada. E este é um ponto particularmente difícil para nós no nosso tempo. De fato, a nossa é uma época em que não se favorece o recolhimento; aliás, às vezes tem-se a impressão que exista o medo de separar-se, mesmo que por um instante, do rio de palavras e de imagens que assinalam e preenchem os dias”, observou o Papa.

Além disso, o silêncio é um aspecto importante da oração porque “é capaz de escavar um espaço interior no profundo de nós mesmos, para ali fazer habitar Deus”, para que “o amor por Ele se enraíze na nossa mente e no nosso coração, e anime a nossa vida.”

O segundo elemento importante na relação entre o silêncio e a oração, é aquele do sentir-se abandonados. “Com frequência, na nossa oração – observou o Santo Padre – nos encontramos diante do silêncio de Deus, provamos quase um sentido de abandono, nos parece que Ele não escute e não responda”. Mas “este silêncio de Deus”, não é “a ausência” da presença de Deus. Porque “o cristão sabe muito bem que o Senhor está presente e escuta, mesmo na escuridão da dor, da rejeição e da solidão”, continuou o Papa recordando que “Deus nos conhece no íntimo, mais do que nós mesmos, e nos ama”.

O exemplo daquela confiança em Deus na Bíblia se encontra também na figura de Jó que “em sua relação com Deus, na sua oração, apesar de tudo, conserva intacta a sua fé e por fim descobre o valor de sua experiência e do silêncio de Deus”.

Para nós hoje, a oração de Jesus, concluiu a audiência o Santo Padre, “indica que temos necessidade de parar, para viver momentos de intimidade com Deus, “afastando-nos” do barulho de todos os dias, para escutar, para ir até a “raíz” que sustenta e alimenta a vida”.

Igreja Católica da Armênia

A audiência geral de hoje de manhã foi concluída por Bento XVI com a saudação ao Sínodo da Igreja armênia católica que acontece em Roma. Aos participantes o Papa manifestou a “sincera gratidão pela fidelidade ao patrimônio de sua veneranda tradição cristã e ao Sucessor do Apóstolo Pedro, fidelidade que sempre os sustentou nas inúmeras provações da história”. Fez votos de que os trabalhos sinodais “possam favorecer ainda mais a comunhão e o entendimento entre os Pastores, de maneira que eles saibam guiar com renovado impulso evangélico os católicos armênios nos caminhos de um generoso e alegre testemunho a Cristo e à Igreja”. (AA

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