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Destaques › 04/02/2012

Declarar-se um grande nada

A humilde moça que, diante das câmeras, dizia: -“Eu não sou nada, não valho nada, não sou ninguém diante do Cristo”, estava dizendo algo bonito e encantador, mas não fazia teologia correta. Cristãos não têm o direito de se expressar dessa forma, até porque nós valemos, sim, valemos muito e, apesar de nossos defeitos e pecados, somos alguém.

Deus nos fez e nos deu valor. Não nos teria criado, para sermos como a pedra. E até mesmo a pedra acrescenta valores. Por isso falamos em pedras preciosas. Corre por aí um exercício falso, errôneo de humildade, da pessoa que, desejosa de mostrar seus limites e seus pecados, teima em dizer que não é nada e ninguém, o que não deixa de ser um ato de ingratidão contra Deus, porque Ele é alguém e criou pessoas para ser alguém.

Humilhar-se à nulidade é desdenhar da obra de Deus. Se até as larvas têm sentido e, de certa forma, sua individualidade; se árvores, até as da mesma espécie, são individuais e diferentes, por que negar que Deus nos tenha dado valores especiais e individualidade? Somos desejados e criados por Deus, para acrescentar algum valor ao mundo. Viemos por alguma razão. Por isso é que não somos um nada. Não voltaremos ao nada.

Se quisermos ser humildes, e devemos querer, digamos: -Estou longe de ser o alguém que Deus queria de mim; longe de ser a pessoa que poderia ser. Mas tenho consciência dos meus limites e dos meus valores. Espero que você me ajude a melhorar os meus valores. Existo, sou alguém e nunca voltarei a ser um nada. Deus me pôs aqui para somar, qualificar e acrescentar.

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