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Destaques › 23/01/2012

Capelão católico do Cruzeiro Costa Concórdia fala sobre seu drama pessoal

 

Um dos testemunhos mais interessantes – e pouco replicados pela grande mídia – sobre o afundamento do Cruzeiro Costa Concordia no mar Tirreno, na costa oeste da Itália, na sexta-feira passada,13, foi feito pelo capelão católico da embarcação, Padre Rafaeli Malena, sacerdote de 70 anos.

Padre Mallena falou sobre seu drama pessoal com o diretor do Apostolado do Mar da Conferência Episcopal Italiana, Padre Giacomo Martino. O capelão expressou que teve duas preocupações principais, quando percebeu que a situação se agravava: proteger o Santíssimo Sacramento e cuidar dos objetos de valor que lhe haviam sido confiados por alguns membros da equipe de bordo. Como não poderia deixar de ser, o sacerdote também ajudou os passageiros.

Quando ele escutou uma explosão, a primeira, durante a ceia, “senti de imediato que algo anda mal, muito mal”, relatou a Padre Giácomo. O religioso septuagenário quis primeiro invocar a proteção de Deus e foi à capela rezar. Cerca de 40 minutos depois, quando o aviso de “abandonar o navio” foi dado, ele consumiu todas as Sagradas Formas Eucarísticas e pôs em lugar seguro os objetos de valor do pessoal de bordo. Padre Rafaeli também se propôs a ajudar na evacuação de alguns dos 4.200 passageiros, mas membros da tripulação o convenceram a entrar num dos botes salva-vidas.

Emitindo sua opinião sobre os relatos que ouviu do acidente, Padre Giácomo destacou os deveres cumpridos pelos tripulantes durante o afundamento. “Houve um capital de bordo, por exemplo, que salvou três ou quatro pessoas que não sabiam nadar”, disse. “E um diretor de hotel que permaneceu valentemente até o final da operação de salvação, e que quando ia entrar no último bote salva-vidas caiu de uma escada e quebrou a perna, permanecendo 36 horas boiando em água fria antes de ser resgatado”, continuou.

Neste sentido, como destaca o diretor do Apostolado do Mar da Conferência Episcopal Italiana, uma má reação de alguns indivíduos não é toda verdade. “A verdade é que quase todos se comportaram maravilhosamente. A maioria das pessoas se dedicou totalmente a salvar os demais”, salientou.

Com informações do Catholic Herald do Reino Unido.