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Notícias › 23/08/2012

Brasil é quarto país mais desigual da América Latina, diz ONU

 

Um relatório divulgado pela ONU, nessa terça-feira, 21, no Rio de Janeiro, mostra a situação das cidades latino-americanas. Os dados mostram, por exemplo, que mais de 100 milhões de pessoas vivem atualmente em moradias precárias. Mas, os problemas não param por aí.

O relatório inédito, apresentado na sede da ONU, no Rio de Janeiro, nessa terça-feira, 21, confirma a América Latina como a região mais urbanizada do mundo, com quase 80% da população vivendo em cidades.

O crescimento desorganizado dos centros metropolitanos dão lugar à desigualdade e à pobreza. O fato de 111 milhões de pessoas viverem em condições habitacionais semelhantes a favelas, preocupa.

“Um menino que não tem acesso a uma escola, que não tem serviço. Uma mulher que vai ter um bebê e não tem acesso a ajuda médica. E um pai que não tem como conseguir trabalho perto de onde mora, é uma preocupação. E a cidade tem a possibilidade de evitar essa situação”, destaca o oficial principal do ONU-HABITAT, Erik Vittrup.

E no ranking desigualdade na América Latina, o Brasil ocupa o quarto lugar, ficando atrás da Guatemala, Honduras e Colômbia. A cidade de Goiânia (GO) foi considerada a mais desigual da região.

“Sabemos que as cidades têm as oportunidades para gerar a suficiente riqueza para, mais efetivamente, poder reduzir essa situação e todas as consequências que têm a pobreza”, disse Erik Vittrup.

O estudo aponta que o número de cidades aumentou seis vezes em cinquenta anos. As metrópoles – regiões com mais de 5 milhões de
habitantes – chegam a oito na região. São: Cidade do México, São Paulo, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Lima, Bogotá, Santiago e Belo
Horizonte.

Ainda segundo a ONU, quando o assunto é mobilidade, 71% da população da região transita a pé, de bicicleta ou em transporte público. Entre as cidades da América Latina, o Rio de Janeiro, com 82%, tem o maior número de pessoas que usam o transporte coletivo ou não-motorizado.

O destaque positivo do estudo fica por conta do abastecimento de água. Atualmente, 92% da população urbana têm acesso à água encanada e 98% dispõe de água tratada.