Paróquia
Sagrado Coração de Jesus

Poços de caldas - mg | Diocese de guaxupé

Paróquia hoje:
Voz do Pastor › 14/04/2014

A Passagem para uma nova vida

 

Abril é o mês da Páscoa. Herdamos essa palavra do judaísmo; o seu sentido é “passagem”. Foi a passagem do Mar Vermelho, no qual Moisés conduziu o povo de uma situação de escravidão a uma busca da liberdade, de uma terra prometida. Foi durante esta festa que aconteceram os últimos dias da vida de Jesus: a Santa Ceia, a prisão e tortura, a crucificação e enfim, na noite da Páscoa a sua ressurreição. Por esta razão a páscoa judaica coincide ainda com a páscoa de Ressurreição. Acontece no domingo logo depois da primeira lua cheia de primavera no hemisfério norte: este ano o dia 20 de abril. Chegamos a esta data após um riquíssimo tempo de quaresma no qual Jesus se mostrou como a água viva que mata a sede de vida e de sentido, encontrando a mulher samaritana. Mostrou-se como luz que vence a nossa cegueira, curando o cego de nascença. Enfim se mostrou como aquele que nos dá a vida eterna, ressuscitando o amigo Lázaro. Todos estes fatos conduzem os interlocutores de Jesus a pronunciar as palavras “eu creio”. Crer vem do latim cor – dar, isto é, dar o coração. Dizer eu creio significa então que confiamos plenamente em Jesus e que colocamos em suas mãos o nosso coração, a nossa vida, a nossa felicidade. Crer em Jesus significa que este é o caminho que realiza todas as nossas aspirações, o caminho que achamos para ter uma vida cheia de brilho e de sentido. A noite de Sábado Santo, na grande celebração da vigília pascal, somos todos convidados a repetir do fundo do nosso coração “eu creio, Senhor!”. Esta é a verdadeira Páscoa.

“Depois de dizer isto, Maria virou-se e viu Jesus de pé; mas não sabia que era Jesus.

E Jesus perguntou: «Mulher, por que choras? A quem procuras?» Maria pensou que fosse o jardineiro e disse: «Se foste tu que o levaste, diz-me onde o puseste para eu ir buscá-lo». Então Jesus disse: «Maria». Ela virou-se e exclamou em hebraico: «Rabuni!» (que quer dizer: Mestre).

Assim como Maria Madalena reconhecemos o nosso senhor ressuscitado e exclamamos “”Rabuni!”. Jesus tinha acabado de sair do tumulo da morte que o prendeu três dias e começa sua obra de vida tirando Maria Madalena do tumulo da tristeza e do desespero.

Depois aparece a todos os apóstolos e também estes são tirados do tumulo do medo e da tristeza. Nesta Páscoa, ao reconhecer Jesus ressuscitado, nós também saímos do nosso túmulo. Acredito que tristeza e medo são palavras que fazem parte da nossa vida e nos tiram a alegria de viver. Mas os túmulos onde nos colocamos têm muitos outros nomes: maldades, rancores, divisões, inveja, ódio, aparência, materialismo… e quem sabe quantos mais. Saindo do tumulo vivemos a “Passagem”, da escravidão para uma nova vida, como disse no início deste texto. Para nós hoje, viver esta Páscoa é dizer “Eu creio, Rabuni!” E com isso nos livramos dos túmulos que sepultam nossa vida na mediocridade e na tristeza. Feliz Páscoa de Ressurreição a todos!!