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Destaques › 20/02/2021

A Partilha na vida da Comunidade

 

Uma família não se mantém de modo digno sem uma renda financeira, de acordo com
suas necessidades: energia elétrica, água, alimentação, manutenção doméstica,
transporte, entre outras despesas. Necessariamente fazem parte da realidade familiar.
Numa comunidade eclesial não é diferente. Por mais que a espiritualidade não tenha um
custo em si mesma, o culto litúrgico, o espaço físico e funcionários – citando apenas
alguns exemplos – demandam recursos dos mais diversos. Em suma, não é possível uma
vivência paroquial mínima sem uma receita.
A partir desse entendimento, podemos compreender um pouco da necessidade material
do dízimo. Sem levar em consideração seu aspecto ainda mais profundo, o espiritual.
O dízimo “está relacionado com a experiência de Deus, que, por amor, entregou seu
Filho por nós e por todo o mundo” (Documento 106, Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil – CNBB, 8). Esta relação com Deus se concretiza a partir da oferta financeira feita
de modo generoso e deliberado. O fiel não partilha seu dízimo por um aspecto
institucional somente, mas a partir de uma relação com “Aquele de quem provém tudo
o que Ele é e tudo o que Ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão.” (Doc.
106, 29). Estamos falando da dimensão religiosa do dízimo, que com as demais tornam
ainda mais claro seu papel na vida da comunidade.
? Dimensão religiosa: como dito anteriormente, trata-se da relação do fiel com
Deus;

? Dimensão eclesial: com a consciência de ser membro da Igreja, o fiel participa
diretamente dos custos com a realização do culto divino;

? Dimensão missionária: a colaboração do dízimo se une à de outros irmãos e
favorece a partilha de recursos em projetos de evangelização comum, de cada
diocese, assim como a comunhão de recursos com comunidades mais pobres;

? Dimensão caritativa: se manifesta no cuidado com os mais pobres e
necessitados.
Pastoral da Partilha e a sua missão
A Igreja tem como missão ser a presença de Cristo no mundo. O Senhor, como Bom
Pastor, vai em busca de suas ovelhas e realiza qualquer esforço em vista da salvação das
almas. Assim surgem as Pastorais na Igreja, com o rosto de Cristo Bom Pastor que, em
meio às exigências do cotidiano, se dispõe ao serviço em vista do próximo.
“A Pastoral do Dízimo é a ação eclesial que tem por finalidade motivar, planejar,
organizar e executar iniciativas para a implantação e o funcionamento do dízimo, e

acompanhar os membros da comunidade no que diz respeito à sua colaboração, em
sintonia com a Pastoral de Conjunto na Igreja particular.” (Doc. 106, 36)
Contudo, observe que não se trata apenas de receber os pagamentos ou preencher
fichas de cadastro. O trabalho vai além: motivar, planejar, organizar e executar
iniciativas relacionadas ao dízimo. Sobretudo, precisamos considerar ainda que a alma
desse trabalho está na evangelização, como nos exorta o Documento 106: “A
experiência do dízimo cresce conjuntamente com a qualidade da vida cristã,
principalmente de seu aspecto comunitário. Tudo o que promove o crescimento de fé,
promove o aprofundamento do dízimo” (p. 75).
Agradecemos a generosidade e fidelidade de todos(as) na Partilha da Comunidade!!!

 

Fonte:https://https://www.dominuscomunicacao.com