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Homilias em Destaque › 13/06/2017

Festa da SS.Trindade – 11 junho 2017 -Missa da Partilha: Partilha : uma igreja solidária

 

 

O nosso Deus é a Santíssima Trindade. Durante muito tempo para explicar este mistério, fomos realmente misteriosos e pedimos a ajuda a filosofia e seus conceitos abstratos e distantes da realidade. Hoje os teólogos nos ajudam bem mais e usam palavras da nossa realidade: a SS. Trindade é um Deus comunidade, é um Deus família, é um Deus relação. A essência deste Deus e o amor que circula entre as três pessoas. Também destacamos com muita mais ênfase que todos nós somos criados a imagem e semelhança da Trindade e portanto a nossa natureza mais profunda é comunidade, é comunhão, é relação. O que nos constitui como pessoas é o amor que somos capazes de dar e de receber. Não somos solitários, não somos isolados. Interessante como as ciências ligadas a psicologia afirmam sem a menor duvida que o homem é um ser em relação. Portanto o texto da bíblia de 250 anos antes de Cristo coincide com as ciências mais modernas: simplesmente fantástico!!

Se somos seres em relação, o somos sempre e em toda forma. A relação, a capacidade de dar e receber amor, deve estar sempre conosco. Não podemos amar a nossa família, nossos amigos e odiar o resto. Por isso Jesus nos ensina a mar os inimigos. Porque o sentimento que nos faz pessoas, nos da felicidade é o amor, não o ódio.

Hoje celebramos uma igreja que quer ser relação, uma comunidade que acredita na comunhão que nos une, mesmo que precisamos sempre superar a tentação se sermos individualistas e fechados aos outros. A Partilha nos ensina um elemento fundamental da relação – comunhão. Não existe comunhão quando somos paralisados pela indiferença. Hoje falamos de uma igreja solidaria porque é pela solidariedade, pela compaixão, pelo amor de misericórdia que podemos lutar contra a globalização da indiferença, como nos pede Papa Francisco e nos mostra Madre Teresa que escolhemos como imagem desta Missa da Partilha.

Madre Teresa era uma freira que dava aula de inglês num colégio de meninas de famílias de boa condição, mas como viu a situação dos invisíveis, isto é dos mais pobres de Calcutá, decidiu viver para eles. Carregou na sua vida e o seu coração a situação deles, a sua miséria e se dedicou totalmente a eles. Os mais esquecidos os encontrava nas calçadas, onde eram abandonados pela própria família. Os encontravas nos “slums” regiões inteiramente formadas por barracas de madeira e plástico. Ela dizia que o pior mal do mundo não são as guerras, mas a indiferença. Nós queremos ser uma igreja que não seja indiferente, caminhamos neste sentido, mas precisamos caminhar muito mais. Temos a nossa Associação que trabalha de muitas maneiras para construir um mundo mais solidário. Temos um grupo de jovens o OCA que uma vez por semana prepara comida aqui mesmo na cozinha da igreja e vai encontro a moradores de rua, para conhecer sua vida suas histórias, que muitas vezes são bem diferentes. Eles não querem que estas pessoa morem na rua, buscam procurar soluções, mas o principal é conhecer estas situações. Temos a pastoral da Saúde que visita os doentes e tenta arrumar material como cadeiras de roda e andadores, remédios e alimentos quando precisa. Temos tantas maneira de ajudar que muitas vezes ficam no anonimato para respeitar as pessoas que passam por momentos muito difíceis e  ninguém nem imagina. Não queremos ser uma paróquia que se contenta com as celebrações e esquece dos que sofrem. Uma igreja solidaria é o nosso sonho. Por meio das ofertas na missa, do dizimo oferecido todo mês, e de outras doações, se sustenta tudo isso, se sustenta uma comunidade que aprende a ser solidaria e isso não acontece do nada. Precisamos aprender com Jesus, precisamos de formação, de retiros, de celebrações, das pastorais em todos os setores. Doar uma parte daquilo que temos não é apena ajudar a comunidade, mas é sinal que Deus está tocando o nosso coração e nos faz semelhantes a ele que deu tudo para nós. Ser igreja solidaria nos ensina que os bens espirituais e materiais não podem ser só para nós.

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