Paróquia
Sagrado Coração de Jesus

Poços de caldas - mg | Diocese de guaxupé

Enviados para amar e para curar- Homilia do 15º Domingo do tempo comum- Pe Graciano

Jesus os enviou dois a dois, sem carregar nem o necessário, mas com a grande riqueza de poder cuidar de quem sofre no corpo e no espírito. O encontro com Jesus gera missionários, pessoas com vontade de contar sobre Jesus, de evangelizar. A fé, o encontro com Jesus gera o envio, gera a missão. Assim como uma vela que queima, produz luz. Não precisa que ela fale “agora vou produzir luz”, não precisa se esforçar para isso, basta ela queimar e ela faz luz. Se encontramos Jesus a nossa vida fala dele. O discípulo que ama e se sente amado por Jesus fala dele com toda sua vida.

Falando em envio dos discípulos todos devem pensar nos padres, nas freiras, ou em pessoas especiais que evangelizam pelo mundo afora. Não é assim! Não depende da função, mas da raiz da nossa fé. Devemos pensar na raiz da missão: o encontro com Jesus. Não é possível conhecer Jesus sem ter depois vontade de falar dele.

Novamente deve nascer na cabeça de muitos mais um equívoco: Falar de Jesus? Eu Não sei falar dele! E onde e quando deveria falar dele? Não são nossas palavras, muito menos as nossas pregações, que falam de Jesus. A nossa vida deve falar de Jesus, do seu evangelho, das suas atitudes, dos seus gestos, das suas palavras. Se Cristo entrou de vez na nossa vida ele vai aparecer de mil maneiras. Vai aparecer na nossa generosidade, na nossa honestidade, na nossa caridade, no amor pelos que sofrem, nos nossos gestos de perdão, no nosso trabalho, nos nossos sorrisos e abraços.

Não sou mais eu que vivo mas Cristo vive em mim” (São Paulo). Esta é a primeira e mais universal maneira de evangelizar. Há outros muitos momentos e maneiras de tornar a evangelização explicita. Se rancores e magoas, vinganças e retaliações estão no nosso coração é porque Cristo no meio de tanta confusão não achou ainda a maneira de morar em nós. E aguarda pacientemente que nosso coração abra espaço para ele.

Os enviados a dois a dois são convidados a não se carregar de coisas, ao bem ver, nem das necessárias. Isso nos coloca todos em grande dificuldade. O nosso tempo se entregou ao poder das coisas, dos bens, das riquezas. Somos facilmente dominados por tudo isso. Mesmo tendo as vezes tranquilidade financeira não somos capazes de repartir nem aquele pouco que para outras pessoas seria um grande tesouro. Não faltam os meios de ajudar, falta alegria de transformar o acumulo egoístico de nossos bens em obras de amor e misericórdia. Não percebemos quando somos pesados, um peso feito de apego e coração fechado que nos deixa tristes.

Os enviados a dois a dois são enviados a curar espiritualmente e corporalmente, eles tem o poder do amor. Seria engano pensar que temos poder sobre todas as doenças, mas não é engano pensar que temos poder sobre a vida, a cura da vida. Precisamos curar vidas e corações. Temos poder de vencer a escuridão interior que está em muitas pessoas. Uma pessoa que luta serenamente contra sua enfermidade é uma pessoa curada. A maneira de pensar “quem tem saúde tem tudo” é uma afirmação enganosa. Pessoas cheias de saúde dedicam a vida a cometer crimes e atrocidades. A saúde sem um sentido e um projeto de vida, é quase nada. Somos enviados a curar a vida pois a grande enfermidade das pessoas está dentro delas.

Padre Graciano Cirina

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