Paróquia
Sagrado Coração de Jesus

Poços de caldas - mg | Diocese de guaxupé

Pastoral da Partilha

Com o surgimento da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, surgiram também várias pastorais e entre elas a Pastoral do Dizimo, que desde 2009 chamamos de Pastoral da Partilha. A comunidade ainda pequena já compreendia que era importante partilhar a vida, os desafios, as conquistas, alegrias e tristezas… Queríamos ser a Igreja Viva de Cristo. Os recursos financeiros para construção da igreja foram buscados nas campanhas, rifas e eventos que a Paróquia sempre realizou. A paróquia, porém, contava com a partilha para poder pagar suas despesas mensais. Aos poucos tudo foi se concretizando, pois a comunidade crescia na fé, no amor fraterno e na disponibilidade de colocar seus dons a serviço da Igreja, para sermos o Evangelho de Cristo no mundo de hoje.

Dízimo ou partilha: Qual o modelo de Jesus?

Muito mais que uma mudança de nome, a pastoral quis entender realmente o jeito de ser do nosso Deus: um Deus que decidiu partilhar tudo conosco. São Paulo numa de suas cartas relatou um hino, provavelmente litúrgico, que já fazia parte da tradição das comunidades cristãs do início. Nele, em outras palavras, que de propósito vou simplificar segundo uma linguagem atual, se diz que: “Jesus não quis ficar no céu gozando a beleza da vida de Deus, permanecendo perfeito mas inalcançável, esplendoroso mas distante. Ao contrário, ele abriu mão da mordomia divina (se é que ela existe…), para fazer-se um de nós e colocar seu “barraco” entre de nós homens.” Tornou-se então homem, não à maneira dos atores do cinema que interpretam uma personagem, mas tornou-se homem de verdade. Seria como alguém realmente rico, usando uma imagem material, deixaria suas riquezas e suas mansões, para morar numa favela. Não por acaso, Jesus nasceu num lugar pobre e improvisado. No caso de Cristo, foi muito mais do que deixar mordomias e riquezas materiais: o intocável tornou-se frágil; o imortal tornou-se mortal; o amor de tudo tornou-se o menor de todos; aquele que na sua perfeição não conhece o limite tornou-se limitado; aquele que na sua beatitude não conhecia a dor tornou-se sofrido; aquele que tinha como morada o céu infinito tornou-se sem morada. Aquele que a filosofia chama de único e indivisível tornou-se Partilha.

Partilhar: “Olhar para as necessidades de“

Mt 5 e Lucas 6,20-26 e também a conversão de Zaqueu (Lc 19,1-10) nos mostram algo interessante. Fica evidente que Jesus não proclama a pobreza em si, mas a pobreza em espírito, isto é a preocupação com o bem comum e com a necessidade de todos. A pobreza não é certamente o Reino de Deus. Não foi Deus a criar a pobreza, mas a injustiça dos homens, a incapacidade de repartir o que Deus nos deu. Talvez o modelo certo de Jesus seja em Atos 4,32-35.

São Paulo diz em 2 Coríntios 9,7 “Cada um contribua segundo propôs no seu coração: não com tristeza, nem por constrangimento, porque Deus ama ao que dá com alegria.”

Mateus 23,23 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei: a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas”.

No Brasil, o dízimo voltou a ser implantado pela CNBB, na Igreja Católica, após 1969, quando o sistema de pagamento de taxas pelos serviços prestados pela Igreja, havia sido considerado “pastoralmente inadequado”. Por essa sugestão, os dízimos não tinham sentido meramente monetários, mas centravam-se em atender às necessidades das dimensões: Religiosa, Missionária e Social (Tranformadora) assumidas pela Igreja.

O Papa Bento XVI extinguiu o termo “dízimos” do quinto preceito da Igreja*, conforme Compêndio do Catecismo da Igreja Católica por ele promulgado em 28 de junho de 2005 e republicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O Quinto Mandamento agora é assim: Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades.

*Os preceitos da Igreja:

1) Participar na missa do Domingo e Dias Santos de Guarda e abster-se de trabalhos e atividades que impeçam a santificação desses dias;

2) Confessar os pecados recebendo o sacramento da Reconciliação, ao menos uma vez cada ano;

3) Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição;

4) Guardar a abstinência e jejuar nos dias marcados pela Igreja;

5) Contribuir para as necessidades materiais da Igreja, cada um segundo as próprias possibilidades.

As dimensões da partilha: Religiosa, Missionária e Social (Tranformadora)

Dimensão religiosa

A partilha deve ser uma opção que liberta. Deve nos ajudar no processo de salvação, assim como na nossa caminhada para o céu, para Deus. “Tudo o que nos leva ao encontro do Pai está dentro da dimensão religiosa”. Quando eu contribuo generosamente com minha comunidade, e ela me dá condições de caminhar na fé, minha contribuição assume uma importância fundamental na dimensão de salvação pessoal. Nós não podemos ausentar-nos de contribuir para favorecer o crescimento na fé. Nossa preocupação deve estar, em todos os sentidos, dentro desta dimensão. Por exemplo: o templo deve ser um lugar adequado para o louvor a Deus, para adoração. Reunimo-nos no templo não para termos fé, mas porque temos fé. Vamos a ele para celebrar nossa fé com outros irmãos, para nela aprofundar–nos e vivê-la profundamente. E para que isto aconteça, não basta o templo: há necessidade de folhetos para acompanhar as liturgias, folhas de cânticos, velas, vinho, hóstias e instrumentos adequados de comunicação, para que a Palavra seja bem transmitida e bem assimilada. Hoje é indispensável um sistema de som que funcione bem. Não se pode mais admitir uma comunidade sem os meios de comunicação, que ajudam a um aprofundamento maior da Palavra de Deus. É necessário, além disso, uma série de materiais importantes para o trabalho e desenvolvimento da pastoral: adquirimos livrinhos para novena e Campanha da Fraternidade, cursos para os agentes e Bíblias a serem sorteadas nas missas. Não podemos esquecer também que a comunidade precisa pagar a conta de luz, água, telefone; pagar para manter as igrejas limpas e ter uma secretária, para que tudo possa funcionar corretamente. Se nossa comunidade não tem condições de ter tudo aquilo que é necessário e indispensável para desenvolver um trabalho de pastoral adequado, sentimos que estamos falhando na missão deixada por Deus a todos nós que fomos batizados e professamos nossa fé. A responsabilidade é daqueles que não contribuem para que isto seja possível. A partir do momento em que eu contribuo conscientemente, tenho direito de exigir e questionar. Antes não.

Partilhar não é dar o que sobra. “Partilhar é dar o que o outro precisa”.

Dimensão Missionária

A Igreja não seria Igreja se não vivesse com um ânimo missionário. Ser missionária significa não fechar-se numa pastoral de manutenção, isto é: cuidar apenas daqueles que vão à igreja. Significa sim ir ao encontro de todos, especialmente daqueles que não a procuram mais. No Brasil, como em outros países católicos, apenas os 10% da população freqüenta regularmente as missas e os sacramentos. Cada 100 católicos, apenas 33% freqüentam assiduamente sua comunidade. Existem muitos católicos afastados, que precisam ser encontrados com uma nova atitude e um novo impulso missionário. Hoje isso se realiza com encontros de evangelização, encontros de casais, encontros para jovens, eventos em lugares públicos e de maneira especial as Missões Populares. Graças a esta dimensão, ajudamos também os missionários que atuam em lugares de grande necessidade. A Nossa Diocese de Guaxupé, assumiu como igreja irmã a Diocese de Bragança do Pará, e por isso foi criada a Paróquia de São José, na cidade de Paragominas. Hoje Padre Francisco Albertin e padre Antonio Carlos de Melo trabalham nesta missão.

Dimensão Social (Transformadora)

A igreja tem a obrigação evangélica de viver o amor para com todos. Jesus mostrou o seu amor, expressão do amor do Pai aos pobres, aos excluídos, aos aflitos, perseguidos e abandonados. Uma comunidade cristã deve olhar ao seu redor e procurar as feridas da sociedade, para construir uma nova sociedade baseada na justiça e no amor. A Paróquia Sagrado Coração não acredita em assistencialismo e pensa que o verdadeiro amor seja construir novas relações, novas situações de vida, onde os pobres possam resgatar a própria dignidade. A luta contra a pobreza, a fome e qualquer injustiça, se faz com uma nova cultura, a civilização do amor, que gera trabalho digno, novas oportunidades, arte, música, esporte, educação e cidadania. Por isso a Paróquia Sagrado Coração gerou um braço social do seu trabalho, que permite que o Evangelho se torne uma obra de amor concreto. Este braço social da paróquia  chama-se APHAS – Associação de Promoção Humana e Ação Social, clique aqui para conhecer seus trabalhos e projetos … A paróquia destina 33% da sua partilha para sua ação caridosa e social.

Partilha sitte

O trabalho da Pastoral da Partilha

Os Agentes da Pastoral: pessoas ativamente participantes da vida da comunidade. Doamos nosso tempo e serviço na construção do Reino de Deus. Damos plantões nas comunidades: Rainha da Paz, São José e Sagrado Coração de Jesus, antes e após as missas durante a semana e nos fins de semana. A pastoral e seus agentes são responsáveis por cadastrar novos participantes da partilha (antigamente chamados dizimistas) e transmitir à secretaria paroquial cada novo participante, para que a paróquia mantenha uma lista atualizada.

Reunião da Pastoral: as reuniões acontecem às segundas quartas-feiras do mês, no salão paroquial. Rezamos, refletimos sobre a Palavra de Deus, discutimos trabalhos, projetos, trocamos experiências de vida, recebemos a escala dos plantões no mês e comemoramos aniversários dos membros da pastoral. Para o crescimento espiritual da pastoral é promovido anualmente, um dia de Retiro Espiritual, com a presença de sacerdotes convidados.

Mês da Partilha: Nestes 11 anos de vida, nasceu a tradição de celebrar o mês da partilha no mês de novembro. A pastoral e seus agentes participam das celebrações litúrgicas, trazendo recados sobre a partilha. Faz parte desta tradição o sorteio de Bíblias, no final das celebrações de domingo em cada comunidade.

Missa da Partilha: o último domingo de novembro, na missa da noite na matriz do Sagrado Coração, é celebrada a Missa da Partilha, em agradecimento a Deus e a todos os participantes que acreditam neste trabalho. A Pastoral é responsável pela liturgia, pelos sorteios e pela confraternização que acontece após a missa.

Encontros da Pastoral:
O grupo se reune na segunda quarta-feira de cada mês, no salão paroquial do Sagrado Coração de Jesus
Coordenadores:
Agda Liz e Mauro Benneti
E-mail de contato:
partilha@scjpocos.com

Torne-se um dizimista, preenchendo e enviando o formulário abaixo. A nossa equipe entrará em contato. Obrigado!

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