Paróquia
Sagrado Coração de Jesus

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Paróquia hoje:

As minhas palavras não passarão- homilia do 33º domingo tempo comum- Pe Graciano

O texto de
evangelho deste domingo faz parte de uma literatura e de uma
linguagem que era chamada apocalítica. Esta linguagem usava bastante
os símbolos cósmicos: o sol, a lua, as estrelas…

Isto
significa que Jesus usou uma maneira de se explicar que era própria
do seu tempo e que acreditava sendo iminente o fim do mundo. Durante
os séculos se perscrutaram os céus para descobrir se o fim do mundo
estava chegando. Já foram datados inúmeras vezes os dias do fim do
mundo. Definitivamente não tem muita sabedoria em buscar o dia do
fim do mundo, não serve para nada.

Mas então
o que precisamos aprender é:
primeiro a sabedoria da natureza. Observar a vida, observar como
crescendo o nosso corpo se enfraquece, observar como com o passar das
paixões juvenis nossas pessoas se tornam bem mais pragmáticas,
deveria nos ajudar a perceber os sinais do tempo. Falamos que o tempo
passa muito rápido, mas não pensamos em quantas coisas aconteceram,
quantas coisa fizemos e realizamos. O tempo na verdade é sempre
igual, não passa mais rápido, o que muda é a nossa postura perante
a vida.

Perceber
que o tempo passa é um alerta para nos perguntar o que estamos
fazendo da nossa vida. A idade adulta não deveria ter mais espaço
para improvisar a vida e para acolher qualquer tipo de sentimento. A
vida adulta precisa de mais sabedoria, de mais sensatez. Fica
preocupante como pessoas mantém na idade adulta dinâmicas de brigas
de crianças e adolescentes. Também impressionante como na idade
adulta a ilusão continua fazendo suas vítimas,
como se a toxina botulínica de vaca (botox) aumentasse os anos que
restam para viver. A vida adulta precisa de sentido, de sabedoria, de
realizações.

Jesus dá
a
dica de como os discípulos dele devem aprender a viver a vida
adulta: “O céu e a terra passarão, mas a minhas palavras não
passarão”. Isto é, há algo eterno na vida que nunca envelhece,
que nunca morre. Se
trata da vida divina que acolhemos em nosso coração seguindo a luz
das palavras de Cristo. Vivendo a Palavra de Cristo vivemos cada
instante como momento único, tudo se eterniza e permanece para
sempre. A Palavra vivida e praticada faz com que estamos numa
dimensão que supera o medo do tempo que passa e portanto o medo da
morte também. Quem vive e ama intensamente não tem tempo para ter
medo de morrer. A vida se torna tão intensa que não tem espaço
para o medo. O fim do mundo para mim será o último
momento de vida nesta terra, a partir do qual eu passo a ser um
“problema” de Deus e não mais meu. Deus vai me acolher e
ressuscitar. Pelo que depender de mim, eu preciso me dedicar a viver
mais intensamente possível, fazendo que a Palavra de Deus transforme
a minha vida e o meu ser. Não será nem o dinheiro, nem o poder, nem
a aparência que me prepara para morte, estes são todos meios que me
enganam, fazendo-me viver como se nunca fosse morrer. O que me
prepara para eternidade e para o encontro com o Pai é a Palavra que
nunca passará, enquanto tudo o resto passa.

Padre
Graciano Cirina

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